Gases e a Lei do Gás Ideal
A 10 Outubro 2012, Felix Baumgartner saltou de uma cápsula a 39 045 metros de altitude. A pressão atmosférica nessa altitude é de apenas ≈ 350 Pa — menos de 0,5% da pressão ao nível do mar (101 325 Pa). Sem o fato pressurizado, o sangue de Baumgartner teria evaporado nos tecidos.
A altitude afecta os gases de formas fascinantes e potencialmente fatais. Compreender esse comportamento é fundamental em aviação, medicina, mergulho e muito mais. O modelo que descreve este comportamento é a lei do gás ideal.
As Leis dos Gases
Lei de Boyle (isotérmica — T constante)
A pressão e o volume variam de forma inversamente proporcional a temperatura constante.
Lei de Charles (isobárica — P constante)
O volume é diretamente proporcional à temperatura absoluta (em Kelvin!).
Lei de Gay-Lussac (isocórica — V constante)
SEMPRE usa temperatura em Kelvin: T(K) = T(°C) + 273. Usar Celsius dá resultados absurdos porque a escala Celsius tem zero arbitrário.
Equação do Gás Ideal
Combinando as três leis:
onde:
- P = pressão (Pa)
- V = volume (m³)
- n = quantidade (mol)
- R = 8,314 J/(mol·K) (constante dos gases perfeitos)
- T = temperatura (K)
Volume molar nas CNTP (0°C, 1 atm): V = nRT/P = 1×8,314×273/101325 ≈ 22,4 L/mol
Mistura de Gases — Lei de Dalton
Numa mistura de gases ideais, cada gás comporta-se como se ocupasse sozinho o volume total:
A pressão parcial de cada gás é proporcional à sua fração molar: